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Ana da Grã-Bretanha: Informações, fotos e vídeos


Ana (Londres, 6 de fevereiro de 1665 – Londres, 1 de agosto de 1714) foi a Rainha da Inglaterra, Escócia e Irlanda de 8 de março de 1702 até 1 de maio de 1707, quando uniu a Inglaterra e a Escócia em um único estado soberano, o Reino da Grã-Bretanha, com o Tratado de União. Ela continuou a reinar como a Rainha da Grã-Bretanha e Irlanda até sua morte, e foi a última monarca da Casa de Stuart.

Ana nasceu durante o reinado de seu tio Carlos II, que não tinha herdeiros legítimos. Seu pai, Jaime, era o primeiro na linha de sucessão. Como o catolicismo do pai não era popular, Ana foi criada como protestante a mando de Carlos. Jaime foi deposto pela “Revolução Gloriosa” em 1688, três anos depois de assumir o trono. Maria II, irmã mais velha de Ana, tornou-se co-monarca ao lado do marido e primo protestante Guilherme III & II. Apesar de as irmãs terem sempre sido próximas, discordâncias sobre as finanças, posição social e conhecidos de Ana no início do reinado de Maria fizeram as duas se distanciarem. Guilherme e Maria não tiveram filhos. Quando Maria morreu em 1694, Guilherme continuou reinando sozinho até ser sucedido por Ana, em 1702.

Como rainha, ela favorecia os moderados políticos tories, que estavam mais inclinados em partilhar suas visões religiosas que os oponentes whigs. Os whigs ficaram mais poderosos no decorrer da Guerra da Sucessão Espanhola; Ana retirou vários do cargo em 1710. Sua amizade com Sara Churchill, Duquesa de Marlborough, foi-se desfazendo por diferenças políticas.

Ana sofreu de saúde ruim por toda sua vida, tendo ficado cada vez mais manca e corpulenta a partir dos trinta anos de idade. Apesar de ter ficado grávida dezessete vezes do seu marido, o príncipe Jorge da Dinamarca, morreu sem deixar nenhum herdeiro. Sob os termos do Decreto de Estabelecimento de 1701, Ana foi sucedida por seu primo, Jorge I da Casa de Hanôver, que era descendente dos Stuart através de sua avó materna Isabel da Boêmia, filha de Jaime VI & I.

Início de vida

Ana nasceu às 23h39min do dia 6 de fevereiro de 1665 no Palácio de St. James, Londres, a quarta criança e segunda menina de Jaime, Duque de Iorque e Albany, e sua primeira esposa Ana Hyde. Seu pai era o irmão mais novo do rei Carlos II, que reinava os reinos da Inglaterra, Escócia e Irlanda, enquanto sua mãe era filha de Eduardo Hyde, 1.º Conde de Clarendon e Lorde Chanceler. Sua irmã mais velha Maria foi uma das madrinhas durante seu batismo anglicano na Capela Real do palácio, junto com Ana Scott, Duquesa de Buccleuch, e Gilberto Sheldon, o Arcebispo da Cantuária. Jaime e Ana tiveram oito filhos no total, porém apenas Maria e Ana sobreviveram à infância.

Quando criança, Ana teve um problema nos olhos que se manifestava na forma de uma irrigamento excessivo, conhecido como “defluxão”. Ela foi enviada à França para se tratar, vivendo com sua avó paterna Henriqueta Maria da França, rainha consorte de Carlos I, no Castelo de Colombes perto de Paris. Ana foi viver com sua tia Henriqueta Ana, Duquesa de Orleães após a morte de Henriqueta, em 1669. Quando sua tia morreu repentinamente em 1670, ela voltou para a Inglaterra. Sua mãe morreu no ano seguinte.

Como era tradição na família real, Ana e Maria foram criadas separadas de seu pai em seu próprio estabelecimento em Richmond, Londres. As duas foram criadas como protestantes sob as instruções de Carlos II. Elas foram colocadas sob os cuidados de Eduardo e Francisca Villiers, sendo o foco dos estudos os ensinamentos da Igreja Anglicana. Henrique Compton, o Bispo de Londres, foi nomeado como o preceptor de Ana.

Por volta de 1671, Ana conheceu Sara Jennings, que acabaria por se tornar uma de suas maiores amigas e mais influente conselheira. Jennings se casou em 1678 com João Churchill (futuro Duque de Marlborough). A irmã de Churchill, Arabela, era uma das amantes de Jaime.

A conversão de Jaime ao catolicismo se tornou pública em 1673 e ele casou com Maria de Módena, também católica, que era apenas seis anos e meio mais velha que Ana. Como Carlos II não tinha herdeiros legítimos, Jaime era o próximo na linha de sucessão, seguido por suas duas filhas de seu primeiro casamento. A nova Duquesa de Iorque e Albany teve dez filhos nos dez anos seguintes, porém todos foram natimortos ou morreram na infância, deixando as duas como segunda e terceira na linha de sucessão ao trono. Há vários indícios de que Ana e Maria de Módena se relacionavam bem durante o início de vida da primeira e que Jaime era um pai amoroso e consciencioso.

Casamento

Maria se casou em novembro de 1677 com Guilherme III, Príncipe de Orange e seu primo, porém Ana não pôde comparecer por estar de cama com varíola. Maria já havia partido para sua nova vida nos Países Baixos quando Ana se recuperou. Francisca Villiers também contraiu a doença e morreu. Sua tia Henriqueta Hyde (esposa de Lourenço Hyde) foi nomeada como nova governanta. Ana e sua madrasta visitaram Maria nos Países Baixos um ano depois durante duas semanas.

Jaime e Maria de Módena foram para Bruxelas em março de 1679 por causa de uma histeria anticatólica provocada pelo Complô Papista, com Ana indo visitá-los no final de agosto. Eles voltaram para a Grã-Bretanha em outubro, com o duque e a duquesa indo para a Escócia e Ana para a Inglaterra. Ela foi viver com os dois no Palácio de Holyrood, em Edimburgo, de julho de 1681 até maio de 1682. Foi sua última viagem para fora da Inglaterra.

Jorge Luís de Hanôver, primo de Ana e eventual sucessor, visitou Londres por três meses a partir de dezembro de 1680, iniciando rumores sobre um potencial casamento entre os dois. O historiador Edward Gregg afirma que os rumores não tinham fundamento, já que Jaime fora excluído da corte e os hanoverianos planejavam casar Jorge com sua prima Sofia Doroteia de Brunsvique-Luneburgo, parte de um plano para unir a herança local. Outros rumores diziam que Ana havia sido cortejada por lorde João Sheffield, 3.º Conde de Mulgrave, apesar dele ter negado. Sheffield mesmo assim foi temporariamente afastado da corte por causa dos rumores.

Com Jorge Luís fora da disputa por Ana, Carlos começou a olhar para outros lugares à procura de um príncipe que seria bem recebido por seus súditos protestantes ao mesmo tempo que fosse aceitável para seu aliado católico, o rei Luís XIV da França. Os dinamarqueses eram aliados protestantes dos franceses e Luís XIV estava interessado em uma aliança anglo-dinamarquesa para conter o poder dos holandeses. O casamento entre Ana e o príncipe Jorge da Dinamarca, irmão mais novo do rei Cristiano V, foi negociado por Lourenço Hyde, feito Conde de Rochester, e Roberto Spencer, 2.º Conde de Sunderland e Secretário de Estado para o Departamento do Norte. Jaime concordou facilmente com o casamento pois diminuía a influência de seu genro Guilherme de Orange, que naturalmente não gostou do matrimônio.

O bispo Compton oficializou o casamento de Ana e Jorge no dia 28 de julho de 1683 na Capela Real. Os dois sempre foram parceiros fiéis e devotos mesmo com um casamento arranjado. Eles receberam aposentos no Palácio de Whitehall como residência em Londres, e Sara Churchill foi nomeada como uma das damas-de-companhia de Ana. A princesa engravidou com poucos meses de casamento, porém a criança nasceu natimorta em maio. Ela foi se recuperar na estância termal de Royal Tunbridge Wells e nos dois anos seguintes deu à luz duas filhas: Maria e Ana Sofia.

Fonte e artigo completo: Wikipedia (CC-BY)







 

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