Definição de patrimônio cultural, público e tombado

Veja neste artigo as definições de patrimônio público, cultural e aquele que é tombado visando estabelecer diretrizes para a preservação de um monumento que preserve a memória cultural, histórica, arquitetônico, ambiental etc.

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O patrimônio é uma parte significativa e concreta da memória coletiva dos povos do mundo. Representa uma parte importante da historia de um povo cultural e é constituída por todas as manifestações registradas que explicam a evolução do pensamento, as descobertas e as realizações da sociedade. É o legado do passado para a comunidade mundial presente e futura.

patrimônio cultural, público e tombado

O que é patrimônio público?

O patrimônio público é formado por conjunto de bens, direitos e valores pertencentes a todos os cidadãos. Desse patrimônio cabe ao Estado proteger pelo bem social. Os bens materiais e imateriais pertencem ao coletivo.

Alguns exemplos de bens e direitos do patrimônio público praça, rios, prédios de instituições públicas etc. Todos possuem a propriedade e o dever de zelar pela boa manutenção local.

O Estado como responsável pela proteção desse bem arrecada impostos para que a preservação aconteça.

O que é patrimônio cultural?

O patrimônio cultural é um certo conjunto de ativos tangíveis, intangíveis e naturais que fazem parte das práticas sociais, que são valores atribuídos a ser transmitido e, em seguida novos significados, um pouco para outro, ou de uma geração na seguinte.

Assim, um objeto é transformado em patrimônio ou patrimônio cultural, ou deixa de ser, através de um processo e / ou quando alguém - individual ou coletivo - afirma sua nova condição.

O fato de o patrimônio cultural se basear em um processo social e cultural de atribuição de valores, funções e significados implica que ele não constitui algo dado de uma vez por todas, mas, antes, é o produto de um processo social permanente, complexo e controverso de construção de significados e sentidos.

Assim, os objetos e bens protegidos adquirem razão de ser à medida que se abrem para novos sentidos e estão associados a uma cultura atual que contextualiza, recria e interpreta dinamicamente.

O valor desses bens e manifestações culturais não é, no passado, resgatado fielmente, mas no relacionamento que as pessoas e as sociedades estabelecem no presente, com esses traços e testemunhos.

Portanto, os cidadãos não são meros destinatários passivos, mas sujeitos que conhecem e transformam essa realidade, possibilitando o surgimento de novas interpretações e usos do patrimônio.

Como a UNESCO enfatizou, o termo "patrimônio cultural" nem sempre teve o mesmo significado e, nas últimas décadas, sofreu uma mudança profunda. Atualmente, essa é uma noção mais aberta que também inclui expressões da cultura atual, e não apenas do passado.

Por outro lado, se ao mesmo tempo esse conceito se referia exclusivamente a monumentos, passou a incorporar gradualmente novas categorias, como as de patrimônio intangível, etnográfico ou industrial, que, por sua vez, exigiram.

Novos esforços de conceituação. Junto com isso, maior atenção tem sido dada às artes da representação, às linguagens e à música tradicional, bem como aos sistemas filosóficos, espirituais e de informação que constituem a estrutura dessas criações.

O que é um patrimônio tombado?

Um tombamento de patrimônio é um ato do governo ou organizações no qual se visa estabelecer diretrizes para a preservação de um monumento que preserve a memória cultural, histórica, arquitetônico, ambiental etc.

Com o ato do tombamento o proprietário fica proibido de destruir ou descaracterizar o patrimônio, no entanto ainda poderá vender ou alugar.

A ambiguidade em estabelecer o grau de proteção desses elementos facilita sua deterioração. Prédios e jardins são protegidos, mas não os candeeiros: as partes preservadas dependem inteiramente de quem elas pertencem.

São muito poucas propriedades são completamente protegidas. No entanto, mesmo aqueles que não atendem a razões culturais criar oportunidade para trazer algum retorno.

O pequeno patrimônio urbano contribui mais que o monumental para a riqueza das ruas. É conservado em sociedades com consciência patrimonial, como a italiana, em cidades com poucos bens urbanos ou com poucas possibilidades de renovação, como os portugueses ou os tchecos.

A conservação fala de civilização. A presença de diferentes épocas na cidade confere um significado mais profundo e rico ao espaço urbano. Além de cuidar do que merece atenção, não se trata de atrair turismo com gestos monumentais, mas de tentar retornar e preservar lembranças.

O tombamento de um patrimônio inclui uma ampla variedade de registros textuais e não textuais registrados; imagens (estáticas); Registros sonoros, audiovisuais e virtuais que são conserváveis, reproduzíveis e transferíveis, que através de seu estudo e divulgação contribuem para o conhecimento de uma determinada sociedade, tempo ou processo e criam vínculos entre o passado e o presente.


 
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