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Empatia: Informações, fotos e vídeos


A empatia envolve três componentes: afetivo, cognitivo e reguladores de emoções. O componente afetivo baseia-se em compartilhar, e na compreensão de estados emocionais de outros. O componente cognitivo refere-se à capacidade de deliberar sobre os estados mentais de outras pessoas. A regulação das emoções lida com o grau das respostas empáticas. A empatia parte da perspectiva referencial que é pessoal a ela, ciente das próprias limitações em acurácia, sem confundir a si mesmo com o outro. Em outras palavras, seria o exercício afetivo e cognitivo de buscar interagir percebendo a situação sendo vivida por outra pessoa (em primeira pessoa do singular), além da própria situação.

O termo alemão Einfühlung foi usado no sentido estético pela primeira vez no início do século XX, pelo psicólogo alemão Theodor Lipps (1851-1914), “para indicar a relação entre o artista e o espectador que projeta a si mesmo na obra de arte”. O termo advém do grego EMPATHEIA, formado por EN-, “em”, mais PATHOS, “emoção, sentimento” e Aristóteles usava o termo “em-pathein” no sentido de “animação do inanimado”.

Na psicologia e nas neurociências contemporâneas a empatia é uma “espécie de inteligência emocional” e pode ser dividida em dois tipos: a cognitiva — relacionada com a capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas; e a afetiva — relacionada com a habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência alheia.

Pesquisas indicam que a empatia tem uma resposta humana universal, comprovada fisiologicamente. Dessa forma pode ser tomada como causa do comportamento altruísta, uma vez que predispõe o indivíduo a tomar atitudes altruístas..

Conceito

O estado de empatia, ou de entendimento empático, consiste em perceber corretamente o marco de referência interno do outro com os significados e componentes emocionais que contém, como se fosse a outra pessoa, em outras palavras, colocar-se no lugar do outro, porém sem perder nunca essa condição de “como se”. A empatia implica, por exemplo, em sentir a dor ou o prazer do outro como ele o sente e perceber suas causas como ele as percebe, porém sem perder nunca de vista que se trata da dor ou do prazer do outro. Se esta condição de “como se” está presente, nos encontramos diante de um caso de identificação e esta só pode acontecer, se o indivíduo tiver vivido experiência semelhante a que está se passando no outro.

A empatia caracteriza-se pela tomada de perspectiva, ausência de julgamento, reconhecimento da emoção nos outros e capacidade de comunicar esse estado emocional.

Empatia não é uma emoção, portanto, não se pode “sentir empatia” – uma formulação encontrada equivocadamente em diversos artigos sobre o assunto. A empatia, em sua definição cognitiva, é uma habilidade socioemocional que 98% dos seres humanos possuem de reconhecer, compreender e reproduzir emoções alheias. É o canal de conexão com o outro, de forma que quando ativado, faz com que se consiga compreender e reproduzir suas emoções como se estas fossem suas, mas não as são. Diferente da compaixão, na qual a pessoa acredita fazer parte daquela dor.

De entre as várias definições da empatia na relação médico-doente temos as seguintes:
“O médico compreende o que o doente experimenta porque, momentaneamente, se pode identificar com ele, ou seja, a compreensão do médico não se baseia em algo que passa de ‘fora para dentro’, como se ele fosse um mero observador, mas sim na sua capacidade de se colocar ‘na pele’ do doente e de o tentar conhecer melhor, recorrendo ao conhecimento que tem de si próprio.” Professor Doutor José Caldas de Almeida, diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

História

Na literatura psicológica a palavra inglesa Empathy foi usada em 1909 pelo psicólogo inglês Edward Tichener apropriada do termo alemão Einfühlung cujo uso na estética apareceu em 1903 com psicólogo alemão Theodor Lipps. Na fenomenologia a filósofa e psicóloga alemã Edith Stein em 1916 dissertou em sua tese de doutorado sobre a Empatia, diferenciando-a do termo Simpatia.

O primeiro psicólogo a gravar sessões de psicoterapia para estudo foi Carl Rogers, como assinala Richard Isadore Evans na sua série de entrevistas com os principais autores da psicologia contemporânea e também Irvin D. Yalom – o autor de “Quando Nietzsche Chorou” (2) – ao apresentar a obra desse autor na introdução de “A Way of Being”(3). Entre os resultados das pesquisas científicas sobre empatia (apresentada num capítulo de “A Way of Being”) verificou-se que as observações de juízes neutros, que assistiram às sessões gravadas, coincidem em maior grau com os pacientes que com os próprios terapeutas, sobre o nível de empatia alcançado em cada situação. Em outras palavras, as pesquisas comprovaram que os pacientes tem melhor percepção sobre o quanto (e quando) são compreendidos, do que os seus terapeutas.

O desenvolvimento deste conceito nas ciências psíquicas começou por Karl Jaspers, em sua obra Psicopatologia Geral (em 1913). Nesta obra, propõe que o psiquiatra, ao invés de interpretar, deve “apresentar de maneira viva, analisar em suas inter-relações, delimitar, distinguir do modo mais preciso possível e designar com termos fixos os estados psíquicos que os pacientes realmente vivenciam” (4). Michel Foucault registra que “deve-se a Jaspers o mérito de ter mostrado que a compreensão pode estender-se muito além das fronteiras do normal e que a compreensão intersubjetiva pode atingir o mundo patológico na sua essência” (5).

Fonte e artigo completo: Wikipedia (CC-BY)







 

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