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Jorge I da Grã-Bretanha: Informações, fotos e vídeos


Jorge I (Hanôver, 28 de maio de 1660 – Osnabruque, 11 de junho de 1727) foi o Rei da Grã-Bretanha e Irlanda de 1 de agosto de 1714 até sua morte, e também o Eleitor de Hanôver a partir de 1698.

Jorge nasceu em Hanôver e herdou os títulos e terras de seu pai e tios. Sucessivas guerras expandiram seus domínios germânicos, e ele foi ratificado como príncipe-eleitor de Hanôver em 1708. Após a morte da rainha Ana da Grã-Bretanha, Jorge ascendeu ao trono britânico aos 54 anos como o primeiro monarca da Casa de Hanôver. Apesar de mais de cinquenta católicos terem uma relação de parentesco mais próxima de Ana, o Decreto de Estabelecimento de 1701 impedia que católicos assumissem o trono britânico; Jorge era o parente protestante mais próximo da rainha. Em retaliação, os jacobitas tentaram sem sucesso depor Jorge e substituí-lo pelo meio-irmão católico de Ana, Jaime Francisco Eduardo Stuart.

Durante o reinado de Jorge, os poderes da monarquia foram diminuídos e a Grã-Bretanha começou uma transição para o sistema moderno de governo do conselho de ministros liderados por um primeiro-ministro. Ao final de seu reinado, o verdadeiro poder foi exercito por Sir Robert Walpole. Jorge morreu durante uma viagem de volta para Hanôver, sendo sucedido pelo filho Jorge II.

Início de vida

Jorge nasceu no dia 28 de maio de 1660 em Hanôver, Sacro Império Romano-Germânico, filho mais velho de Ernesto Augusto de Hanôver e Sofia do Palatinado, neta do rei Jaime VI da Escócia & I da Inglaterra através de sua mãe, Isabel da Boémia.

Durante o primeiro ano de sua vida, Jorge foi o único herdeiro dos territórios germânicos de seu pai e tios. Em 1661, seu irmão Frederico Augusto nasceu e os dois meninos foram criados juntos. Sofia ausentou-se da vida dos filhos por quase um ano entre 1664 e 1665 enquanto fazia uma longa e convalescente viagem pela Itália, porém correspondeu-se regularmente com a governanta dos filhos e mostrou grande interesse em seus crescimentos, principalmente após retornar. Depois de sua viagem, ela deu à luz outros quatro filhos e uma filha. Em sua cartas, Sofia descreve Jorge como uma criança responsável, consciente e que estabelecia um exemplo para seus irmãos mais novos.

Em 1675, seu tio mais velho morreu sem deixar descendentes, porém seus outros dois tios tinham se casado, ameaçando colocar em perigo a perspectiva de Jorge herdar alguma propriedade de seus tios caso eles tivessem filhos. Ernesto Augusto levava Jorge para caçar a cavalgar e lhe mostrava assuntos militares; ciente do futuro incerto do filho, Ernesto Augusto levou Jorge, então com quinze anos de idade, para campanha na Guerra Franco-Holandesa com a intenção de testar e treinar seu filho em batalha.

Outro tio de Jorge morreu em 1679 sem deixar descendentes e Ernesto Augusto tornou-se Duque de Calenberg-Gotinga, com sua capital em Hanôver. Jorge Guilherme de Brunsvique-Luneburgo, o tio restante de Jorge, casou-se com sua amante para poder legitimar sua única filha, Sofia Doroteia de Brunsvique-Luneburgo, porém era improvável que ele tivesse outros filhos. Sob a lei sálica, os territórios podiam ser herdados apenas por homens, e dessa forma estava garantida a sucessão de Jorge e seus irmãos aos territórios de seu pai e tios. A família adotou o princípio da primogenitura em 1682, significando que Jorge herdaria todos os territórios e não precisaria dividi-los com os irmãos.

Casamento

Também em 1682, Jorge se casou com sua prima Sofia Doroteia de Brunsvique-Luneburgo, conseguindo heranças adicionais que, de outra maneira, estariam fora da lei sálica. O casamento foi arranjado primariamente para garantir uma rica receita anual e ajudar na unificação de Hanôver e Celle. Sua mãe inicialmente era contra porque a mãe de Sofia Doroteia não era de nascimento real. Entretanto, ela acabou concordando depois de avaliar as vantagens que o casamento traria.

No ano seguinte, seu irmão Frederico Augusto participou da Grande Guerra Turca na Batalha de Viena e Jorge e Sofia Doroteia tiveram seu primeiro filho, Jorge Augusto. Em 1684, Frederico Augusto recebeu a notícia que a família havia adotado a primogenitura, significando que não receberia parte das terras de seu pai como esperado. Isso criou um distanciamento entre pai e filho e também entre os irmãos, que durou até a morte de Frederico Augusto em combate no ano de 1690. Ernesto Augusto, com a iminente formação de um único Estado hanoveriano e suas constantes contribuições para as guerras do império, tornou-se Eleitor do Sacro Império Romano-Germânico em 1692. As perspectivas de Jorge eram melhores ainda como único herdeiro do eleitorado do pai e ducado do tio.

Sofia Doroteia teve uma filha em 1687, Sofia Doroteia, porém nunca mais engravidou. O casal se afastou um do outro – Jorge preferia a companhia de sua amante, Melusine von der Schulenburg, com quem teve duas filhas em 1692 e 1693; enquanto isso, Sofia Doroteia teve seu próprio romance com o conde sueco Filipe von Königsmarck. Ameaçados com um escândalo, a corte hanoveriana, incluindo os irmãos de Jorge e Sofia, imploraram sem sucesso para que o casal terminasse a relação. De acordo com fontes diplomáticas dos inimigos de Hanôver, o conde foi morto em julho de 1694, possivelmente com a conivência de Jorge, e seu corpo jogado no rio Leine amarrado com pedras. Afirma-se que o assassinato foi cometido por quatro cortesãos de Ernesto Augusto, um dos quais (Nicolò Montalbano) recebeu a enorme quantia de 150.000 táleres, que era por volta cem vezes mais que o salário do ministro mais bem pago. Rumores posteriores afirmavam que von Königsmarck foi esquartejado e enterrado em baixo do palácio de Hanôver. Entretanto, fontes internas da própria Hanôver, incluindo Sofia, negaram ter qualquer conhecimento sobre o paradeiro do conde.

O casamento de Jorge e Sofia Doroteia foi dissolvido sob alegação que ela havia abandonado o marido, não por adultério. Jorge, com o apoio do pai, mandou prender Sofia Doroteia na Casa Ahlden, em Celle, onde ela ficou até morrer mais de trinta anos depois. Ela não podia ver os filhos nem o pai, era proibida de casar novamente e não podia andar desacompanhada pelos jardins da mansão. Porém, ela recebia uma pensão e tinha criados ao seu dispor, também podendo andar de carruagem sob supervisão.

Fonte e artigo completo: Wikipedia (CC-BY)


Jorge I da Grã-Bretanha: Informações, fotos e vídeos


Jorge I (Hanôver, 28 de maio de 1660 – Osnabruque, 11 de junho de 1727) foi o Rei da Grã-Bretanha e Irlanda de 1 de agosto de 1714 até sua morte, e também o Eleitor de Hanôver a partir de 1698.

Jorge nasceu em Hanôver e herdou os títulos e terras de seu pai e tios. Sucessivas guerras expandiram seus domínios germânicos, e ele foi ratificado como príncipe-eleitor de Hanôver em 1708. Após a morte da rainha Ana da Grã-Bretanha, Jorge ascendeu ao trono britânico aos 54 anos como o primeiro monarca da Casa de Hanôver. Apesar de mais de cinquenta católicos terem uma relação de parentesco mais próxima de Ana, o Decreto de Estabelecimento de 1701 impedia que católicos assumissem o trono britânico; Jorge era o parente protestante mais próximo da rainha. Em retaliação, os jacobitas tentaram sem sucesso depor Jorge e substituí-lo pelo meio-irmão católico de Ana, Jaime Francisco Eduardo Stuart.

Durante o reinado de Jorge, os poderes da monarquia foram diminuídos e a Grã-Bretanha começou uma transição para o sistema moderno de governo do conselho de ministros liderados por um primeiro-ministro. Ao final de seu reinado, o verdadeiro poder foi exercito por Sir Robert Walpole. Jorge morreu durante uma viagem de volta para Hanôver, sendo sucedido pelo filho Jorge II.

Início de vida

Jorge nasceu no dia 28 de maio de 1660 em Hanôver, Sacro Império Romano-Germânico, filho mais velho de Ernesto Augusto de Hanôver e Sofia do Palatinado, neta do rei Jaime VI da Escócia & I da Inglaterra através de sua mãe, Isabel da Boémia.

Durante o primeiro ano de sua vida, Jorge foi o único herdeiro dos territórios germânicos de seu pai e tios. Em 1661, seu irmão Frederico Augusto nasceu e os dois meninos foram criados juntos. Sofia ausentou-se da vida dos filhos por quase um ano entre 1664 e 1665 enquanto fazia uma longa e convalescente viagem pela Itália, porém correspondeu-se regularmente com a governanta dos filhos e mostrou grande interesse em seus crescimentos, principalmente após retornar. Depois de sua viagem, ela deu à luz outros quatro filhos e uma filha. Em sua cartas, Sofia descreve Jorge como uma criança responsável, consciente e que estabelecia um exemplo para seus irmãos mais novos.

Em 1675, seu tio mais velho morreu sem deixar descendentes, porém seus outros dois tios tinham se casado, ameaçando colocar em perigo a perspectiva de Jorge herdar alguma propriedade de seus tios caso eles tivessem filhos. Ernesto Augusto levava Jorge para caçar a cavalgar e lhe mostrava assuntos militares; ciente do futuro incerto do filho, Ernesto Augusto levou Jorge, então com quinze anos de idade, para campanha na Guerra Franco-Holandesa com a intenção de testar e treinar seu filho em batalha.

Outro tio de Jorge morreu em 1679 sem deixar descendentes e Ernesto Augusto tornou-se Duque de Calenberg-Gotinga, com sua capital em Hanôver. Jorge Guilherme de Brunsvique-Luneburgo, o tio restante de Jorge, casou-se com sua amante para poder legitimar sua única filha, Sofia Doroteia de Brunsvique-Luneburgo, porém era improvável que ele tivesse outros filhos. Sob a lei sálica, os territórios podiam ser herdados apenas por homens, e dessa forma estava garantida a sucessão de Jorge e seus irmãos aos territórios de seu pai e tios. A família adotou o princípio da primogenitura em 1682, significando que Jorge herdaria todos os territórios e não precisaria dividi-los com os irmãos.

Casamento

Também em 1682, Jorge se casou com sua prima Sofia Doroteia de Brunsvique-Luneburgo, conseguindo heranças adicionais que, de outra maneira, estariam fora da lei sálica. O casamento foi arranjado primariamente para garantir uma rica receita anual e ajudar na unificação de Hanôver e Celle. Sua mãe inicialmente era contra porque a mãe de Sofia Doroteia não era de nascimento real. Entretanto, ela acabou concordando depois de avaliar as vantagens que o casamento traria.

No ano seguinte, seu irmão Frederico Augusto participou da Grande Guerra Turca na Batalha de Viena e Jorge e Sofia Doroteia tiveram seu primeiro filho, Jorge Augusto. Em 1684, Frederico Augusto recebeu a notícia que a família havia adotado a primogenitura, significando que não receberia parte das terras de seu pai como esperado. Isso criou um distanciamento entre pai e filho e também entre os irmãos, que durou até a morte de Frederico Augusto em combate no ano de 1690. Ernesto Augusto, com a iminente formação de um único Estado hanoveriano e suas constantes contribuições para as guerras do império, tornou-se Eleitor do Sacro Império Romano-Germânico em 1692. As perspectivas de Jorge eram melhores ainda como único herdeiro do eleitorado do pai e ducado do tio.

Sofia Doroteia teve uma filha em 1687, Sofia Doroteia, porém nunca mais engravidou. O casal se afastou um do outro – Jorge preferia a companhia de sua amante, Melusine von der Schulenburg, com quem teve duas filhas em 1692 e 1693; enquanto isso, Sofia Doroteia teve seu próprio romance com o conde sueco Filipe von Königsmarck. Ameaçados com um escândalo, a corte hanoveriana, incluindo os irmãos de Jorge e Sofia, imploraram sem sucesso para que o casal terminasse a relação. De acordo com fontes diplomáticas dos inimigos de Hanôver, o conde foi morto em julho de 1694, possivelmente com a conivência de Jorge, e seu corpo jogado no rio Leine amarrado com pedras. Afirma-se que o assassinato foi cometido por quatro cortesãos de Ernesto Augusto, um dos quais (Nicolò Montalbano) recebeu a enorme quantia de 150.000 táleres, que era por volta cem vezes mais que o salário do ministro mais bem pago. Rumores posteriores afirmavam que von Königsmarck foi esquartejado e enterrado em baixo do palácio de Hanôver. Entretanto, fontes internas da própria Hanôver, incluindo Sofia, negaram ter qualquer conhecimento sobre o paradeiro do conde.

O casamento de Jorge e Sofia Doroteia foi dissolvido sob alegação que ela havia abandonado o marido, não por adultério. Jorge, com o apoio do pai, mandou prender Sofia Doroteia na Casa Ahlden, em Celle, onde ela ficou até morrer mais de trinta anos depois. Ela não podia ver os filhos nem o pai, era proibida de casar novamente e não podia andar desacompanhada pelos jardins da mansão. Porém, ela recebia uma pensão e tinha criados ao seu dispor, também podendo andar de carruagem sob supervisão.

Fonte e artigo completo: Wikipedia (CC-BY)


Jorge I da Grã-Bretanha: Informações, fotos e vídeos


Jorge I (Hanôver, 28 de maio de 1660 – Osnabruque, 11 de junho de 1727) foi o Rei da Grã-Bretanha e Irlanda de 1 de agosto de 1714 até sua morte, e também o Eleitor de Hanôver a partir de 1698.

Jorge nasceu em Hanôver e herdou os títulos e terras de seu pai e tios. Sucessivas guerras expandiram seus domínios germânicos, e ele foi ratificado como príncipe-eleitor de Hanôver em 1708. Após a morte da rainha Ana da Grã-Bretanha, Jorge ascendeu ao trono britânico aos 54 anos como o primeiro monarca da Casa de Hanôver. Apesar de mais de cinquenta católicos terem uma relação de parentesco mais próxima de Ana, o Decreto de Estabelecimento de 1701 impedia que católicos assumissem o trono britânico; Jorge era o parente protestante mais próximo da rainha. Em retaliação, os jacobitas tentaram sem sucesso depor Jorge e substituí-lo pelo meio-irmão católico de Ana, Jaime Francisco Eduardo Stuart.

Durante o reinado de Jorge, os poderes da monarquia foram diminuídos e a Grã-Bretanha começou uma transição para o sistema moderno de governo do conselho de ministros liderados por um primeiro-ministro. Ao final de seu reinado, o verdadeiro poder foi exercito por Sir Robert Walpole. Jorge morreu durante uma viagem de volta para Hanôver, sendo sucedido pelo filho Jorge II.

Início de vida

Jorge nasceu no dia 28 de maio de 1660 em Hanôver, Sacro Império Romano-Germânico, filho mais velho de Ernesto Augusto de Hanôver e Sofia do Palatinado, neta do rei Jaime VI da Escócia & I da Inglaterra através de sua mãe, Isabel da Boémia.

Durante o primeiro ano de sua vida, Jorge foi o único herdeiro dos territórios germânicos de seu pai e tios. Em 1661, seu irmão Frederico Augusto nasceu e os dois meninos foram criados juntos. Sofia ausentou-se da vida dos filhos por quase um ano entre 1664 e 1665 enquanto fazia uma longa e convalescente viagem pela Itália, porém correspondeu-se regularmente com a governanta dos filhos e mostrou grande interesse em seus crescimentos, principalmente após retornar. Depois de sua viagem, ela deu à luz outros quatro filhos e uma filha. Em sua cartas, Sofia descreve Jorge como uma criança responsável, consciente e que estabelecia um exemplo para seus irmãos mais novos.

Em 1675, seu tio mais velho morreu sem deixar descendentes, porém seus outros dois tios tinham se casado, ameaçando colocar em perigo a perspectiva de Jorge herdar alguma propriedade de seus tios caso eles tivessem filhos. Ernesto Augusto levava Jorge para caçar a cavalgar e lhe mostrava assuntos militares; ciente do futuro incerto do filho, Ernesto Augusto levou Jorge, então com quinze anos de idade, para campanha na Guerra Franco-Holandesa com a intenção de testar e treinar seu filho em batalha.

Outro tio de Jorge morreu em 1679 sem deixar descendentes e Ernesto Augusto tornou-se Duque de Calenberg-Gotinga, com sua capital em Hanôver. Jorge Guilherme de Brunsvique-Luneburgo, o tio restante de Jorge, casou-se com sua amante para poder legitimar sua única filha, Sofia Doroteia de Brunsvique-Luneburgo, porém era improvável que ele tivesse outros filhos. Sob a lei sálica, os territórios podiam ser herdados apenas por homens, e dessa forma estava garantida a sucessão de Jorge e seus irmãos aos territórios de seu pai e tios. A família adotou o princípio da primogenitura em 1682, significando que Jorge herdaria todos os territórios e não precisaria dividi-los com os irmãos.

Casamento

Também em 1682, Jorge se casou com sua prima Sofia Doroteia de Brunsvique-Luneburgo, conseguindo heranças adicionais que, de outra maneira, estariam fora da lei sálica. O casamento foi arranjado primariamente para garantir uma rica receita anual e ajudar na unificação de Hanôver e Celle. Sua mãe inicialmente era contra porque a mãe de Sofia Doroteia não era de nascimento real. Entretanto, ela acabou concordando depois de avaliar as vantagens que o casamento traria.

No ano seguinte, seu irmão Frederico Augusto participou da Grande Guerra Turca na Batalha de Viena e Jorge e Sofia Doroteia tiveram seu primeiro filho, Jorge Augusto. Em 1684, Frederico Augusto recebeu a notícia que a família havia adotado a primogenitura, significando que não receberia parte das terras de seu pai como esperado. Isso criou um distanciamento entre pai e filho e também entre os irmãos, que durou até a morte de Frederico Augusto em combate no ano de 1690. Ernesto Augusto, com a iminente formação de um único Estado hanoveriano e suas constantes contribuições para as guerras do império, tornou-se Eleitor do Sacro Império Romano-Germânico em 1692. As perspectivas de Jorge eram melhores ainda como único herdeiro do eleitorado do pai e ducado do tio.

Sofia Doroteia teve uma filha em 1687, Sofia Doroteia, porém nunca mais engravidou. O casal se afastou um do outro – Jorge preferia a companhia de sua amante, Melusine von der Schulenburg, com quem teve duas filhas em 1692 e 1693; enquanto isso, Sofia Doroteia teve seu próprio romance com o conde sueco Filipe von Königsmarck. Ameaçados com um escândalo, a corte hanoveriana, incluindo os irmãos de Jorge e Sofia, imploraram sem sucesso para que o casal terminasse a relação. De acordo com fontes diplomáticas dos inimigos de Hanôver, o conde foi morto em julho de 1694, possivelmente com a conivência de Jorge, e seu corpo jogado no rio Leine amarrado com pedras. Afirma-se que o assassinato foi cometido por quatro cortesãos de Ernesto Augusto, um dos quais (Nicolò Montalbano) recebeu a enorme quantia de 150.000 táleres, que era por volta cem vezes mais que o salário do ministro mais bem pago. Rumores posteriores afirmavam que von Königsmarck foi esquartejado e enterrado em baixo do palácio de Hanôver. Entretanto, fontes internas da própria Hanôver, incluindo Sofia, negaram ter qualquer conhecimento sobre o paradeiro do conde.

O casamento de Jorge e Sofia Doroteia foi dissolvido sob alegação que ela havia abandonado o marido, não por adultério. Jorge, com o apoio do pai, mandou prender Sofia Doroteia na Casa Ahlden, em Celle, onde ela ficou até morrer mais de trinta anos depois. Ela não podia ver os filhos nem o pai, era proibida de casar novamente e não podia andar desacompanhada pelos jardins da mansão. Porém, ela recebia uma pensão e tinha criados ao seu dispor, também podendo andar de carruagem sob supervisão.

Fonte e artigo completo: Wikipedia (CC-BY)


Jorge I da Grã-Bretanha: Informações, fotos e vídeos


Jorge I (Hanôver, 28 de maio de 1660 – Osnabruque, 11 de junho de 1727) foi o Rei da Grã-Bretanha e Irlanda de 1 de agosto de 1714 até sua morte, e também o Eleitor de Hanôver a partir de 1698.

Jorge nasceu em Hanôver e herdou os títulos e terras de seu pai e tios. Sucessivas guerras expandiram seus domínios germânicos, e ele foi ratificado como príncipe-eleitor de Hanôver em 1708. Após a morte da rainha Ana da Grã-Bretanha, Jorge ascendeu ao trono britânico aos 54 anos como o primeiro monarca da Casa de Hanôver. Apesar de mais de cinquenta católicos terem uma relação de parentesco mais próxima de Ana, o Decreto de Estabelecimento de 1701 impedia que católicos assumissem o trono britânico; Jorge era o parente protestante mais próximo da rainha. Em retaliação, os jacobitas tentaram sem sucesso depor Jorge e substituí-lo pelo meio-irmão católico de Ana, Jaime Francisco Eduardo Stuart.

Durante o reinado de Jorge, os poderes da monarquia foram diminuídos e a Grã-Bretanha começou uma transição para o sistema moderno de governo do conselho de ministros liderados por um primeiro-ministro. Ao final de seu reinado, o verdadeiro poder foi exercito por Sir Robert Walpole. Jorge morreu durante uma viagem de volta para Hanôver, sendo sucedido pelo filho Jorge II.

Início de vida

Jorge nasceu no dia 28 de maio de 1660 em Hanôver, Sacro Império Romano-Germânico, filho mais velho de Ernesto Augusto de Hanôver e Sofia do Palatinado, neta do rei Jaime VI da Escócia & I da Inglaterra através de sua mãe, Isabel da Boémia.

Durante o primeiro ano de sua vida, Jorge foi o único herdeiro dos territórios germânicos de seu pai e tios. Em 1661, seu irmão Frederico Augusto nasceu e os dois meninos foram criados juntos. Sofia ausentou-se da vida dos filhos por quase um ano entre 1664 e 1665 enquanto fazia uma longa e convalescente viagem pela Itália, porém correspondeu-se regularmente com a governanta dos filhos e mostrou grande interesse em seus crescimentos, principalmente após retornar. Depois de sua viagem, ela deu à luz outros quatro filhos e uma filha. Em sua cartas, Sofia descreve Jorge como uma criança responsável, consciente e que estabelecia um exemplo para seus irmãos mais novos.

Em 1675, seu tio mais velho morreu sem deixar descendentes, porém seus outros dois tios tinham se casado, ameaçando colocar em perigo a perspectiva de Jorge herdar alguma propriedade de seus tios caso eles tivessem filhos. Ernesto Augusto levava Jorge para caçar a cavalgar e lhe mostrava assuntos militares; ciente do futuro incerto do filho, Ernesto Augusto levou Jorge, então com quinze anos de idade, para campanha na Guerra Franco-Holandesa com a intenção de testar e treinar seu filho em batalha.

Outro tio de Jorge morreu em 1679 sem deixar descendentes e Ernesto Augusto tornou-se Duque de Calenberg-Gotinga, com sua capital em Hanôver. Jorge Guilherme de Brunsvique-Luneburgo, o tio restante de Jorge, casou-se com sua amante para poder legitimar sua única filha, Sofia Doroteia de Brunsvique-Luneburgo, porém era improvável que ele tivesse outros filhos. Sob a lei sálica, os territórios podiam ser herdados apenas por homens, e dessa forma estava garantida a sucessão de Jorge e seus irmãos aos territórios de seu pai e tios. A família adotou o princípio da primogenitura em 1682, significando que Jorge herdaria todos os territórios e não precisaria dividi-los com os irmãos.

Casamento

Também em 1682, Jorge se casou com sua prima Sofia Doroteia de Brunsvique-Luneburgo, conseguindo heranças adicionais que, de outra maneira, estariam fora da lei sálica. O casamento foi arranjado primariamente para garantir uma rica receita anual e ajudar na unificação de Hanôver e Celle. Sua mãe inicialmente era contra porque a mãe de Sofia Doroteia não era de nascimento real. Entretanto, ela acabou concordando depois de avaliar as vantagens que o casamento traria.

No ano seguinte, seu irmão Frederico Augusto participou da Grande Guerra Turca na Batalha de Viena e Jorge e Sofia Doroteia tiveram seu primeiro filho, Jorge Augusto. Em 1684, Frederico Augusto recebeu a notícia que a família havia adotado a primogenitura, significando que não receberia parte das terras de seu pai como esperado. Isso criou um distanciamento entre pai e filho e também entre os irmãos, que durou até a morte de Frederico Augusto em combate no ano de 1690. Ernesto Augusto, com a iminente formação de um único Estado hanoveriano e suas constantes contribuições para as guerras do império, tornou-se Eleitor do Sacro Império Romano-Germânico em 1692. As perspectivas de Jorge eram melhores ainda como único herdeiro do eleitorado do pai e ducado do tio.

Sofia Doroteia teve uma filha em 1687, Sofia Doroteia, porém nunca mais engravidou. O casal se afastou um do outro – Jorge preferia a companhia de sua amante, Melusine von der Schulenburg, com quem teve duas filhas em 1692 e 1693; enquanto isso, Sofia Doroteia teve seu próprio romance com o conde sueco Filipe von Königsmarck. Ameaçados com um escândalo, a corte hanoveriana, incluindo os irmãos de Jorge e Sofia, imploraram sem sucesso para que o casal terminasse a relação. De acordo com fontes diplomáticas dos inimigos de Hanôver, o conde foi morto em julho de 1694, possivelmente com a conivência de Jorge, e seu corpo jogado no rio Leine amarrado com pedras. Afirma-se que o assassinato foi cometido por quatro cortesãos de Ernesto Augusto, um dos quais (Nicolò Montalbano) recebeu a enorme quantia de 150.000 táleres, que era por volta cem vezes mais que o salário do ministro mais bem pago. Rumores posteriores afirmavam que von Königsmarck foi esquartejado e enterrado em baixo do palácio de Hanôver. Entretanto, fontes internas da própria Hanôver, incluindo Sofia, negaram ter qualquer conhecimento sobre o paradeiro do conde.

O casamento de Jorge e Sofia Doroteia foi dissolvido sob alegação que ela havia abandonado o marido, não por adultério. Jorge, com o apoio do pai, mandou prender Sofia Doroteia na Casa Ahlden, em Celle, onde ela ficou até morrer mais de trinta anos depois. Ela não podia ver os filhos nem o pai, era proibida de casar novamente e não podia andar desacompanhada pelos jardins da mansão. Porém, ela recebia uma pensão e tinha criados ao seu dispor, também podendo andar de carruagem sob supervisão.

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